...vagar por bares à noite, sozinho,
com uma vontade insana de apertar o gatilho
de correr para o fim do mundo com a solução infeliz
de mil garrafas vazias e poemas e mais poemas
de ruas escuras e gente descalça caída nas calçadas
de asfaltos e de pedras soltos na mente alucinada
e a lua que escorrega nas nuvens
traz um novo jeito de morrer a
cada noite de loucura
orgia de desespero ao som de sirenes assustadoras
faz todo o mundo sorrir e suar e correr pelado
agitando carros e flores e varais de roupas sujas
espalhadas pelas camas desarrumadas
de gente que anda pela casa à noite sem um gato
para lhe fazer companhia e chora lágrimas tristes...
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